Tecnologia permite acompanhar o desenvolvimento do cérebro ao longo da vida




Em um futuro recente, os médicos vão poder acompanhar o desenvolvimento do cérebro de um paciente ao longo de toda a vida, assim como fazem com o peso e a altura das crianças. imagina só?


Pois cientistas criaram uma maneira de mapear o desenvolvimento cerebral por meio de gráficos, baseado em exames de ressonância magnética. O artigo foi recém publicado na revista Nature e embora os gráficos sejam para uso em pesquisa, e não diagnóstico, eles permitem visualizar a trajetória do desenvolvimento do cérebro de uma pessoa com 16 semanas após a concepção, até seu envelhecimento, aos 100 anos de idade. Haja imagem!


Os gráficos revelaram um rápido aumento na espessura do córtex, com pico por volta dos 2 anos de idade, o que corrobora com os estudos que já temos. O volume de massa cinzenta (onde estão os corpos dos neurônios), aumentou bastante a partir do meio da gestação, com pico por volta dos 6 anos, seguindo uma diminuição quase linear ao longo da vida. O volume de massa branca (onde estão os prolongamentos dos neurônios - dendritos e axônios) também aumentou rapidamente do meio da gestação até a primeira infância, mas esse crescimento foi mais lento, atingindo o pico por volta dos 30 anos e diminuindo lentamente por volta dos 50 anos. Por outro lado, o líquido cefalorraquidiano - o líquor - apresentou aumento até os 2 anos de idade, seguido por um platô até os 30 anos, e então, por volta dos 60 anos, aumentou bastante, indicando encolhimento do cérebro.


Embora este estudo ainda não possa ser usado como parâmetro diagnóstico, ele é um início da construção de "normas", onde vão poder comparar o desenvolvimento padrão de um cérebro humano, com possíveis distúrbios de desenvolvimento ao longo da vida.